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IDEIAS PARA DECORAR COM LIMÕES SICILIANO

18 de maio de 2016
destaque

No decor ou na culinária, o limão siciliano dá show! Que tal algumas ideias pescadas no Pinterest para você se inspirar. Belíssimo!

 

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Enjoy

Beijos

Manu

Espumante Giulio Ferrari

29 de abril de 2016
©2016 Edinho Irizawa

Na comemoração dos 50 anos do meu marido, a minha preocupação foi escolher um cardápio de acordo com o seu paladar.

O Georges é um gourmet apreciador da boa mesa e aficionado por vinhos. Então imaginem a minha responsabilidade em escolher o menu harmonizado para a noite.

Para não errar contei com a ajuda do querido Sommelier Willian Máximo, e da Enoteca Decanter aqui de Londrina, que me ajudaram nas escolhas da carta de Vinhos.

Willian, que também é nosso colunista, nos apresenta o espumante italiano Giulio Ferrari, o preferido do meu marido, e que não poderia faltar no brinde desta data tão especial!

 

©2016 Edinho Irizawa

 

ESPUMANTE GIULIO FERRARI

Há mais de um século, no ano de 1902, foi engarrafada a primeira Ferrari. Os anos que advieram serviram para apresentar ao mundo as qualidades únicas deste produto. Desde as primeiras experiências do seu fundador Giulio Ferrari até os dias de hoje, essa bebida vem recebendo o glamour que merece. Com mais de 110 anos de tradição, a Vinícola Ferrari conquistou o cenário mundial e colocou os seus espumantes em pé de igualdade com os melhores Champagnes da França.

Assim passou a fazer parte das grandes celebrações ao redor do mundo. Eventos com a noite do Oscar de Hollywood, recepções ao Papa, Podium da Formula-1 entre outros só ajudaram elevar o brilho deste espumante. Nenhum produtor de vinhos na Itália acumulou tantos prêmios quanto a Vinícola Ferrari.

Os dias com clima moderado e noites frias da região de Trento, privilegiam a evolução da uva Chardonnay, entregando uma matéria prima impar para os enólogos que produzem os espumantes Ferrari.

O ápice desta vinícola é a Giulio Ferrari que só é produzida nos melhores anos. Feita garrafa a garrafa, num processo artesanal e extremamente meticuloso. Antes de ser distribuída, passa mais de dez anos descansando em cave para evoluir seus aromas. Isso confere a bebida uma cor dourada cintilante. Esplêndida riqueza olfativa com cítricos confitados, manteiga de cacau e avelã tostada. Exemplar na maciez de boca, perfeito na acidez e mineralidade, sereno equilíbrio.

Por isso é um dos maiores e mais conceituados espumantes do mundo.

Um Brinde a Giulio Ferrari. Um brinde a elegância.

 

©2016 Edinho Irizawa

 

 

William Máximo

Sommelier.

VINHO DO PORTO, UM VINHO AO GOSTO INGLÊS

5 de abril de 2016
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Para acompanhar  o delicioso Cake Dois Amores da nossa querida chef Cacau, que tal aprender um pouco mais sobre o VINHO DO PORTO, um excelente acompanhamento para sobremesas, principalmente as feitas a base de chocolate.

O nosso sommelier William, nos traz um pouco da história deste sofisticado vinho e também algumas dicas para saboreá-lo.

Mas vinho do Porto não é português?

O primeiro erro que a maioria dos desavisados comete é achar que o vinho do Porto é produzido na cidade do Porto, em Portugal. Não, a cidade do Porto é apenas um entreposto comercial para a comercialização e exportação deste vinho.  Para encontrarmos os vinhedos utilizados para a produção do Porto, precisamos navegar alguns quilômetros acima no rio Douro e chegar na região que dá nome a este rio.

O surgimento deste vinho aconteceu em razão da relação comercial da Corte Portuguesa com a Inglaterra e que se intensificou no século XVII. Neste período, as primeiras pipas de vinho foram exportadas para a Inglaterra. Tratava-se de um vinho tinto mais pesado e com boa quantidade de açúcar residual, mas o transporte feito por navios era lento e o produto chegava na Inglaterra, muitas vezes deteriorado.

Para garantir a integridade do vinho, passaram a colocar agua ardente vínica (destilado de casca de uva) nas pipas que iriam transportar o vinho. Assim este ganhou mais estrutura, permanecendo adocicado e com uma graduação alcóolica que pode chegar a 21% Vol., o que foi fundamental para a conservação do produto. Para os ingleses, que gostam de bebida forte, foi uma grata surpresa. Assim, o vinho do Porto vem sendo produzido desta mesma forma, sendo que as grandes companhias produtoras em Portugal são de propriedade de ingleses.

Um grande exemplo é a inglesa família Symington, produtores da Warre´s, estão vinificando desde 1670. São mais de 350 anos de trabalho passados por 13 gerações de vinhateiros. Seus vinhos integrados em aromas e sabores se destacam pela complexidade que oferecem.

 

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Porto Warre´s Heritage Ruby é um porto jovem, cor rubi. Intensamente frutado, com notas florais de violetas. Boca quente, concentrada e macia, com doçura equilibrada e longo final.

 

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Porto Warre´s Late Bottle Vintage, trata-se de um vinho com tons violáceos possuindo notas de envelhecimento. Aromas de ameixas e amoras, além de toques de tabaco e chocolate. Muito macio, generoso e de equilibrada doçura.

Uma bela taça de vinho do porto ao final de uma refeição e, principalmente, se for acompanhado com uma sobremesa a base de chocolate, traz uma boa sensação de bem-estar e grande harmonia.

Revigorante para o corpo e para a alma.

 

Saúde e até a próxima.

William Máximo

Sommelier

 

 

 

 

 

CARDÁPIO HARMONIZADO PARA A PÁSCOA – by Chef Cacau Rodrigues e Sommelier William Máximo

24 de março de 2016
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Feitas as devidas apresentações, pedimos à nossa Chef Cacau e nosso Sommelier William, sugestões para um cardápio harmonizado de frutos do mar para a Páscoa.

Segue as receitas e sugestões de vinhos para o acompanhamento.

Tartar de Salmone Mediterrâneo

Começo já declarando minha grande paixão por essa receita. Sem dúvidas está entre os TOP 5 dos meus pratos preferidos. Utilizo muito essa receita não só porque é deliciosa, mas também porque proporciona várias apresentações.

O tartar pode ser servido como canapé, bastando acomodá-lo em uma torrada; pode também ser servido como entrada para um refeição, como o da foto. Pode também fazer as vezes da “salada” e para um brunch é imprescindível.

A dica é temperá-lo horas antes de servir para que a carne do salmão absorva bem os temperos e realce o sabor do prato. Segue a receitinha que veio lá de Roma!

Ingredientes:

400 g de salmão

30 g de alcaparras

1 cebola

½ colher sopa de pimenta tabasco

1 limão siciliano

20 ml de azeite

1 colher de salsa picada

1 colher de cebolinha picada

Sal e pimenta do reino à gosto

Preparo:

Fazer a moagem da cebola, alcaparras, salsinha e cebolinha. Reservar. Com a faca fazer a moagem também do salmão. Misturar todos os ingredientes e temperar com o sal, tabasco, pimenta do reino, limão, salsinha e cebolinha.

Quando pensamos em preparar pratos que tenham como estrela os inigualáveis frutos do mar, precisamos de um bom vinho para acompanhar, mas será que somente os brancos são uma boa harmonização?

Sempre os vinhos brancos são uma excelente opção para acompanhar peixes e frutos do mar, desde que as preparações não sejam muito carregadas em molhos fortes e encorpados.

Mas, podemos ir além e explorar outras vertentes da harmonização. Uma coisa que fica fora de questão são os tintos pesados, pois a reação química do tanino com o iodo que encontramos nos frutos do mar, causa uma sensação desagradável em boca, produzindo um sabor metálico, o que com certeza irá desagradar totalmente.

Harmonização:

A harmonização é um fator fundamental quando colocamos comida e vinho, pois muitas vezes de forma inconsciente provamos um novo vinho acompanhado de um prato, e dizemos: “Este vinho é ruim, nunca mais compro”. Só que não paramos para pensar que o vinho talvez seja muito bom, mas a harmonização deu errado e prejudicou seu gosto.

Quando dizem que não gostaram de um determinado vinho, pergunto com que prato você acompanhou?

Deixo aqui algumas sugestões de pratos onde suas, receitas tem como protagonistas salmão e lagosta. Sugeri vinhos além de brancos, que podem proporcionar uma excelente harmonização e tornar o seu evento mais agradável.

Tartar de Salmone Mediterrâneo, com esta clássica entrada que tem como características a acidez do limão e a untuosidade do salmão, a italianíssima Ferrari Maximum Brut, torna-se um espumante completo, a sua refrescante perlage harmoniza perfeitamente com os elementos do prato. Assim sua persistência duradoura deixa no paladar uma gama de sutis aromas e sabores.

 

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Risoto de Lagosta

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Levante a mão quem não gosta de lagosta! Acredito que fiquei sem resposta né? Eu particularmente amo lagosta e utilizo em muitas receitas. É uma carne suave e delicada mas com um sabor inconfundível.

Nos meus cursos de culinária gourmet sempre tem um módulo de preparos com lagosta, pois não é o ingrediente mais conhecido para manuseio, embora muito apreciado.

Uma boa alternativa para quem quer sair do trivial bacalhau para a Páscoa são preparos à base de outros peixes e frutos do mar e aí a lagosta é uma ótima opção. Escolhi esse risoto porque seu preparo é fácil e suficiente como prato principal. Segue a receitinha:

Ingredientes

300 g de arroz arbóreo

Azeite de oliva q/n

80 g de manteiga

½ cebola

50 ml de vinho branco ou rose seco

1 litro de caldo de legumes

150 g de parmesão ralado

200g de lagosta

Tomatinhos confit (opcional)

Preparo:

Escaldar as lagostas em água quente por 7 minutos e fazer banho maria invertido. Reservar. Em uma panela refogue a cebola com metade da manteiga e o azeite. Acrescente o arbóreo e refogue. Em seguida adicionar o vinho e deixar evaporar o álcool. Colocar o caldo aos poucos (nesse momento fogo baixo/médio), mexendo sempre até dar o cozimento ideal (18 minutos para ficar al dente; 20 para um cozimento mais macio). Cerca de 2 minutos antes de dar o tempo de cocção, adicionar a lagosta e o tomate confit e mexer. Desligue o fogo e adicione o parmesão e a manteiga para finalizar. Mexer bem e com vigor. Espere descansar alguns minutos e servir.

Dica: o tomatinho confit é bastante fácil de preparar. Basta higienizar tomatinhos grape e reserva-los até o uso. Enquanto isso refogar bastante alho (cebola opcional) em azeite e adicionar os tomates, cobrindo-os em seguida com azeite. Tempo de cocção de aproximadamente 20 minutos. Espere esfriar e armazene em vidros esterilizados, cobrindo sempre com o azeite da cocção.

Harmonização:

Risoto de Lagosta, o arroz arbóreo, a manteiga e a suavidade da lagosta, merecem como acompanhamento um tradicional vinho rosé da Provence, como o clássico Domaine Sorin – Terra Amata. Estes vinhos costumam trazer notas florais, intensa mineralidade além de apresentar uma tênue acidez cítrica que valoriza seu frescor. A harmonização é realmente integrada em todos os aspectos aromáticos. O encontro de duas diferentes vertentes de sabores, se elevam e persistem na boca por um tempo prolongado.

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Boa harmonização e até a próxima.

Chef – Cacau Rodrigues

Sommelier – William Máximo